Wednesday, March 4

Porque nem só de Starbuks vive NY - Irving Farm Coffee Roasters

Quando se pensa num café nos EUA vem-nos logo à cabeça o Starbucks, mas é verdade que existe muito mais para além desta cadeia de cafés, que na minha opinião o preço não é proporcional à qualidade, quando comparado com outras  coffee shops. O Starbucks é nada mais que um ponto turístico e quem aqui vive foge a sete pés deste local. 

No inicio, não entendia a aversão dos americanos (pois também eu era viciada), mas agora compreendo perfeitamente. É que existem tantos espaços maravilhosos espalhados por NY, longe da confusão e onde o café é realmente de qualidade, que faz com que se evite a todo o custo o Starbucks. E foi assim que tive conhecimento do Irving Farm Coffee Roasters , quando procurava por um espaço descontraído para pôr a conversa em dia com uma amiga.  

Fiquei completamente rendida e desde esse dia já por lá passei quatro vezes. O espaço é bastante acolhedor e os empregados são  super simpáticos. É bastante calmo, óptimo para trabalhar ou estudar. Nesta última  vez que fui, conheci um escritor que escolhia sempre este local para se inspirar no livro que estava a escrever.

O espaço fica meio escondido, entre dois apartamentos no Upper West Side.  O café é incrivelmente delicioso e o cappuccino é de beber e chorar por mais. Também já experimentei os muffins e cookies,  que são de babar. Tudo é orgânico e feito na hora.

Agora que o Starbucks já não é novidade em Portugal, quando visitarem NY experimentem um espaço destes e vão ver que vai valer a pena!

Localização 
224 W 79th Street (entre a Amesterdam Ave e a Broadway)


                   












Tuesday, March 3

O pai queria ver meninas de calções curtinhos e a filha fez-lhe a vontade - Hooters NYC

Diz-me o meu pai assim: Gostava de ir aqueles restaurantes em que as meninas servem às mesas em calções curtinhos, como se vê nos filmes, sabes?

Desejo pedido, desejo concedido. O pai quer ver meninas com as peles à mostra e alegrar as vistas, quem sou eu para dizer que não, aliás para ser sincera sempre tive bastante curiosidade em ver de perto o famoso restaurante HootersE por isso lá decidimos fazer-lhe uma visita.

Mal chegamos fomos atendidos por uma menina toda sorridente com as mamocas quase a bater-lhe no queixo e uns calções tão apertados e enfiados no rabo, que fiquei na duvida se ela conseguia respirar. Estava a abarrotar. Sentámo-nos e o meu pai não tirava aquele sorrisinho de contentamento do rosto. O homem estava maravilhado! Até que a minha mãe começou a não achar piada à coisa e  ele decidiu ser menos evidente nos olhares.

O menu é a base de hambúrgueres, sandes, marisco e a sua grande especialidade chicken wings, ou seja enquanto nos lambuzamos com a comida imensamente calórica (eles fazem questão de colocar as calorias no menu), olhamos para as empregadas com corpitxos de meter inveja (com certeza não é lá que comem) e ainda nos dá mais vontade de enfiar a cabeça num hambúrguer e afogar as mágoas.

O ambiente é super descontraído, engane-se quem pensa que é apenas frequentado por homens, muito pelo contrário encontravam-se muitos casais a almoçar e alguns deles com os filhos. É um restaurante típico americano, que a maioria dos turistas procura para uma verdadeira experiência neste país . E é isso que os meus pais gostam (e eu também). E eu adoro ver o sorriso de alegria na cara deles quando lhe proporciona algo deste género.

Hooters é uma cadeia de restaurantes que foi criada em 1983 e se encontra espalhada por toda a América, com grande ênfase nos estados de sul (Luisiana, Alabama, Georgia, Florida, Tennessee). A coruja que é o símbolo de marca e cujo os olhos do bicho nos remetem para as mamocas das meninas. O outfit é reconhecido mundialmente, calções minúsculos cor de laranja, tshirt branca com um grandeeee decote e sapatilha e meia da mesma cor. Também existem homens a trabalhar no restaurante e esses vestem-se todos de preto.

É verdade que nos EUA quem trabalha na restauração tem de ser extremamente simpático se quer receber uma boa gorjeta (muitos empregados não recebem à hora vivendo apenas das gorjetas), mas estas Hooters girls são o triplo da simpatia, especialmente com o meu pai. Coitado, elas metiam conversa com ele e ele só se ria. Vieram sem exagero umas cinco vezes à nossa mesa perguntar se estava tudo bem e se estávamos a gostar da comida. Claro está, que sempre que o faziam empinavam o rabo e quase se deitavam em cima da mesa. Uns amores de moças!

Concluindo, gostei imenso de finalmente conhecer este restaurante, os meus pais também aprovaram e o melhor de tudo é que nos divertimos e passamos uma óptima tarde. No piso de cima tem ainda uma gift shop onde é possível comprar o famoso outfit e vestir para o homem numa noite de maluqueira. Ainda tentei que a minha mãe comprasse, mas ela não estava para ai virada.

Óptima escolha para quem está de visita a NYC.

É possível encontrar o Hooters e dois pontos de Manhattan

55 W 33rd Street (mesmo em frente ao Madison Square Garden)

211 W 56th Street






As moças 



A comidinha 
A desgraça, mas que estava muito boa! 
A Jourdan sempre muito simpática na altura de pagar!


Porque não consegui uma foto com elas todas, fica aqui a ideia de como elas se apresentam 

Monday, March 2

Entrevista #15 Portugueses nos EUA


Entrevista com a Margarida que foi Au Pair em Washington DC.

Em que cidade e estado viveste?
Vivi de Junho a Janeiro em Philadelphia na Pensilvânia e de Janeiro a Junho em Washington DC.

Quando voltaste a Portugal?
Voltei a Portugal em Junho de 2014. 

Como surgiu a ideia de viver nos EUA?
Começou como uma brincadeira de querer mudar um pouco de vida. Tinha uma amiga brasileira em Nova Iorque, que me descreveu o programa e me incentivou para que eu fosse, só acreditei que estava a ir no dia que embarquei, até lá foi sempre irreal.

Qual a tua ocupação neste momento?
Neste momento sou auxiliar de acção educativa num colégio internacional na parte inglesa.

Onde vivias existiam mais portugueses?
Existiam alguns portugueses da minha terra (Quarteira) a viverem em Asburn, Virginia e depois mudou-se também a Catarina Araújo (Podem ver a entrevista da Catarina aqui)

Como lidaste com as saudades? Do que sentiste mais falta?
No inicio as saudades não custaram muito, mas depois ficou pior, principalmente na altura do Natal e do meu aniversário. Mas apoiem-me no sonho que tinha de vencer e aguentar um ano e acabou por passar bem. O Skype também ajudou imenso. Senti falta das nossas sopas e do churrasco... de resto até gostei bastante da comida saudável que a minha família de acolhimento fazia.

Quais as ideias pré-concebidas que tinhas dos EUA e que mudaram quando passaste a viver lá?
A ideia pré-concebida era apenas da comida e da variedade de etnias que lá viviam. A da comida fast food mudou, pois na minha família comia-se muito saudável, mas não mudei de ideia em relação ás etnias que lá vivem, pois existem imensas.

Foi fácil fazer amizades? Foste bem recebida?
Fui bem bem recebida e sou uma pessoa de fácil comunicação, então não foi difícil fazer amizades,se bem que existem sempre aquelas que não vingam, pois as pessoas não se identificam para criar laços de amizade.

Qual o ponto turístico favorito da tua cidade/estado?
De Washington foi sem duvida o National Mall. Na Philadelphia não tive oportunidade de conhecer muito, logo não tenho um sitio preferido.

Como descreves a cultura americana?
É uma cultura rica em ideias diferentes, são muito open minded. Não se incomodam por existir tantas pessoas diferentes. Adoro o facto de se puder ir ao 7 Eleven de pijama e ninguém te dizer nada. Não gosto do facto de acharem o nosso futebol chato, quando na minha opinião o futebol americano é mais.

O que é que os EUA têm e que em Portugal faz falta e vice versa?
Em Portugal deveria haver um sistema de transportes públicos como nos EUA. A facilidade de nos movimentar-mos de estado ou cidade é facilitada e menos dispendiosa do que em Portugal. Falta no Algarve um Starbucks ao virar da esquina e um Dunkin Donuts e ,claramente uma Michaels (loja de Art and Craft, sou viciada).

Quais os teus planos para o futuro? Pretendes voltar a viver nos EUA?
Os meus planos passam por visitar os EUA, sem duvida. No entanto, viver já não está nos meus planos, pois os vistos são complicados de se conseguir, mas se tivesse uns aninhos a menos com certeza que ficaria por lá como estudante e depois via o que a vida me reservava. Agora só mesmo de visita, mas as saudades são mesmo muitas!

Agora que estás em Portugal, do que sentes mais saudade?
Sinto saudades de tudo, até da neve e dos dias mais complicados, onde não se podia sair de casa, ou até da facilidade de puder encontrar as amigas ao fim de semana. O facto de se receber ordenado todas as semanas e planear a próxima viagem. Sinto saudade de andar sempre a passear nos corredores do Michaels e ver o que vou usar no Scrapbook ou simplesmente andar a passear pelas ruas de Washington a procura de lugares novos para visitar.

Qual o conselho que dás para quem tem o mesmo sonho de viver nos EUA?
Viver o sonho americano e aproveitar cada minuto como se fosse o último.  Sentir cada cheiro como se fosse algo novo. Saborear e deliciar-se por inteiro.