Thursday, February 6

Parfait Delicioso

Camadas ( de baixo para cima): 
Misturar 100 ml de leite de amêndoas com 4 colheres de chia. Deixar a chia hidratar por 1h no frigorífico. 
4 colheres de aveia
1 banana ás rodelas
Puré de manga ( bater metade de uma manga na liquidificadora)
Sementes de goji no topo 

Adoro adoro adoro

Tenho para mim que quando tiver filhos eles vão ser assim, cheios de estilo:)


Wednesday, February 5

Porque me tornei vegetariana




Antes de explicar o porquê da minha opção é importante referir que existem diferentes tipos de vegetarianos, temos:

Os veganos, que excluem todos os alimentos e ingredientes de origem animal da sua dieta, desde carne, peixe, ovos, leite, derivados deste e mel. Os veganos recusam também o uso de qualquer tecido animal no seu vestuario ou como acessório - qualquer tipo de pêlo, lã ou seda, ou uso de produtos testados em animais. 

Ovo-lacto-vegetarianos, excluem carne e peixe mas consomem ovos, leite e produtos derivados, assim como mel. 

Ovo-vegetarianos, excluem todos os produtos animais da sua dieta, excepto os ovos e seus derivados.

Para quem já lê o blog há algum tempo e para quem me conhece pessoalmente sabe que sou defensora dos animais. Os animais são os seres mais puros que existem, muito superiores a raça humana. Com dizia Gandhi é pela forma como são tratados os animais que se vê o carácter de uma nação. 

Cresci sempre rodeada de animais, a minha família sempre me ensinou a respeita-los. Sempre tive gatos e cães. Lembro-me quando era mais nova trazer cães que encontrava na rua repletos de pulgas e carraças, e juntamente com a minha mãe dar-lhes banho. Muitos deles acabavam por ficar connosco, outros tínhamos que os deixar ir, mas pelo menos sentiam-se um pouco melhores.

No entanto, apesar de ser uma defensora dos animais sempre comi carne. Quando tinha uns 13/14 anos disse à minha mãe que queria ser vegetariana e por alguns meses ainda o consegui ser, mas era muito difícil pois a minha mãe tinha que fazer uma comida para mim e outra diferente para o meu pai. Na altura, a informação que havia não era como a que se encontra hoje. Ou seja, voltei a comer carne. 

Quando fui viver para os EUA, pela primeira vez tive liberdade para comer e cozinhar o que quisesse. Em NY existe variadíssimas opções para quem é ou quer ser vegetariano. Nos últimos dois anos pouca carne comi, embora nunca tivesse desistido por completo. Passava quatro semanas sem comer e depois lá voltava a comer carne, ficava muito frustrada comigo própria por ser fraca ao ponto de não conseguir resistir. Nesta altura, comecei a ler bastante e cheguei a conclusão que um dos grandes mitos é pensar que abolindo a carne não ingerimos proteína suficiente. Não poderia estar mais errada. É sim possível a ingestão de proteína através de legumes, lentilhas, feijão, sementes de chia, spirulina, etc. (Deixarei este tema para outro post). 

Apesar de defender todos os animais, agora que olho para trás posso dizer que era muito ingénua. Eu sabia que para nos satisfazer os animais eram mortos, mas foi só até há  pouco tempo que tive realmente a noção do quanto eles sofrem. E foi aí que decidi que me iria tornar vegetariana. Basta procurar no youtube que vão encontrar videos que mostram o verdadeiro terror que os animais passam no matadouro. 

Por exemplo, sabiam que para a carne de porco ficar mais tenra os porcos são lançados em água a ferver vivos? Dizem que adrenalina e o medo faz com que a carne fique mais saborosa. Um vaca que produz leite não é a mesma que dá carne. Uma vaca chega a produzir 300% mais leite do que é normal produzir, tem ventosas a sugar o leite sem parar durante meses e são confinadas a espaços minúsculos, sem o mínimo de condições. E quando já não dão para mais nada são mortas.  São dadas injecções para que certas partes do corpo do animal cresçam mais rapidamente. Por exemplo, como o peito de frango é o mais procurado, são criados frangos com o peito extremamente desproporcional. Como esse crescimento é feito em poucas semanas os seus ossos partem e estas galinhas não são capazes de se colocar em pé ou caminhar. São sujeitas a serem calcadas e pontapeadas pelos criadores. 




Tudo isto e muito mais é possível de ver neste documentário Food, Inc. Enquanto assistia as lágrimas caiam-me pela cara e pensei: a nossa vida vale mais que a deles? Claro que não! Que ser humano sou eu que depois de saber isto ainda continuo a comer carne?

Existe muita hipocrisia de amarmos os nossos animais de estimação e desprezarmos os demais, porque como já me disseram muitas vezes " as vacas e os porcos são para ser comidos, pois é assim a nossa cultura". Desta forma, toda a minha vida fui hipócrita ao ponto de cuidar e defender certos animais e comer outros. Quando parei para pensar, cheguei à conclusão que não fazia sentido e que teria que mudar. Aliás, depois de estar consciente do terror que estes animais passam, deixei de me interessar completamente por comer carne. Mudei da noite para o dia e nunca me senti tão bem comigo própria como me sinto agora, para além da minha saúde ter melhorado muito depois de ter eliminado a carne da minha alimentação.



É uma questão ainda um pouco difícil de digerir para alguns membros da minha família, que arranjam os mais diversos argumentos para convencer-me do quanto é bom comer carne, como se eu fizesse algo de errado e que "vou acabar por ficar doente" (este argumento é muito bom mesmo!!!).

No início eu tentava explicar, até numa tentativa de influenciar outras pessoas, mas percebi que por vezes não adianta. No entanto, tenho recebido apoio de algumas pessoas que me são queridas e que fazem questão de cozinhar algo diferente ou garantem que o restaurante a que vamos tem opções para mim e que me lembraram constantemente o quão positivo este estilo de vida é. 

A minha próxima fase será deixar de consumir os produtos derivados de animais, como iogurtes, queijo, ovos e produtos testados em animais. A primeira fase foi fácil e sei que esta será um pouco complicada, porém possível de alcançar. Quem disse que um bolo sem ovos nao é saboroso? Manter o foco e tudo é possível. 


A nossa cultura está muito sedimentada e ser vegetariano ainda é visto como algo contra-natura, pois "estes" animais foram feitos para serem comidos. O nosso paladar, o que comemos, a forma como temperamos está vinculada na nossa tradição e questionar esses "mandamentos" é quase como cometer uma heresia.  Acreditando na máxima que diz que está nos nos genes consumir animais, prefiro antes pensar que existe uma alternativa que é o amor e não o sofrimento. Parece que certas pessoas me pedem a todo o momento que justifique a minha escolha, como se o aceitável fosse comer e eu estivesse a fugir a regra. A liberdade está na nossa cabeça e nas avaliações que fazemos antes de tomar uma decisão. E aqui entre nós, sinto uma enorme satisfação em sentir que me estou a libertar e o prazer de comer carne é algo muito egoísta perto deste sentimento. 


Se estiverem interessados ficam aqui alguns documentários que ajudam a tornar-se vegetariano (ou pelo menos consciencializar). 

Food Inc
Food Matters
Vegucated