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Friday, February 27

É preciso ir embora

[Encontrei por acaso este texto e achei que me descreve na perfeição. Das palavras que podiam ser minhas]
Ano passado, na festa de despedida de uma amiga, ouvia calada e com atenção seu doloroso discurso sobre o quanto ela se preocupava com a decisão de ir embora. Dizia se preocupar com a saudade antecipada da família, com a tristeza em deixar um amor para trás e com a dor de se afastar dos amigos. Ela iria embora para Londres com tantas incertezas sobre cá e lá, que o intercâmbio mais parecia uma sentença ao exílio.
Dentre dicas e conselhos reconfortantes de outras amigas, lembro-me de interromper a discussão de forma mais fria e prática do que gostaria:
“Quando você estiver dentro daquele avião, olhar para baixo e ver todas estas dúvidas e desculpas do tamanho de formigas, voltamos a falar. E você vai entrar naquele avião, nem que eu mesma te coloque nele.”
Ela engoliu seco e balançou a cabeça afirmativa.
Penso que na época poderia ter adoçado o conselho. Mas fato é que a minha certeza era irredutível, tudo que ela precisava era perspectiva. Olhar a situação de outro ângulo, de cima, e ver seus dilemas e problemas como quem olha o mundo de um avião. Óbvio, eu não tirei essa experiência da cartola. Eu, como ela, já havia sido a garota atormentada pelas dúvidas de partir, deixando tudo para trás rumo ao desconhecido. Hoje sei que o medo nada mais era do que fruto da minha (nossa) obsessão em medir acções e ser assertiva. E foi só com o tempo e com as chances que me dei que descobri que não há nada mais libertador e esclarecedor do que o bom e velho tiro no escuro.
Hoje a minha amiga não tem mais dúvida. Celebra a vida que ela criou para ela mesma lá na terra da rainha, onde eu mesma descobri tanto sobre minha própria realeza. Ironicamente – e também assim como eu – ela aprendeu que é preciso (e vai querer) muitas vezes uma certa distancia do ninho. Aprendeu que nem todo amor arrebatador é amor para vida inteira. Que os amigos, aqueles de verdade, podem até estar longe, mas nunca distantes. Hoje ela chama o antigo exílio de lar, e adora pegar um avião rumo ao desconhecido. Outras, como eu, e como ela, fizeram o mesmo. Todas entenderam que era preciso ir embora.
É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim,  que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você para seguir vivendo. Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua pegada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso.
É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversario, você estando aqui ou na Austrália. Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele selecto e especial grupo  que vai terminar a frase “Que saudade de você…”com  “por isso tô te mandando esse áudio”;  ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.
Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém.  Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou para vida. Se ausente, nem que seja para encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.
As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir.  Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.


Monday, February 9

É por isto que continuo a escrever

Quando estive nove meses em Portugal passou-me pela cabeça deixar de escrever no blog, uma vez que o blog estava relacionado com a minha vida nos EUA. Não o fiz, porque mesmo sem as minhas aventuras nesta terra, o blog continuava a ter cada vez mais visualizações e seguidores e isso fez-me continuar.
Por vezes recebo emails que me deixam sem palavras, de pessoas que não conheço, mas com as quais me identifico. Foi o caso da Catarina, que me escreveu, sem esperar resposta, apenas para me dar a conhecer o seu sonho. Enquanto lia o email, pensei que poderia ter sido escrito por mim, recuei aos meus 17 anos e lembro-me que nessa altura pensava exactamente da mesma forma. E em muitos aspectos ainda penso. Uma vez, ao pesquisar na Internet encontrei uma agência que tinha parcerias com escolas em vários países. Tentei de tudo para que os meus pais me deixassem completar o 12º ano nos EUA. Está claro que não me deixaram, para além de acharem que era muito nova para ir viver para outro país sozinha, o curso era exageradamente caro (agora já é possível algo mais em conta). Terminei o secundário, entrei na faculdade e foi só um ano depois de me ter licenciado que descobri o Intercâmbio de Au Pair (na barra do topo podem encontrar o meu antigo blog de intercâmbio).  Decidi que era isso que queria fazer sem pensar duas vezes. E a todos os que me escrevem com o mesmo sonho de viver nos EUA aconselho sempre este programa, pois é a forma mais económica de se conseguir viver neste país. Só saindo da nossa zona de conforto é que realmente começamos a viver e os objectivos e sonhos que temos começam a concretizar-se.


Deixo-vos com o email da Catarina

Olá, Diana!
Eu bem que tentei, mas não consegui resistir em contactar-te. 
Comecei inicialmente por acompanhar-te pelo Instagram e só pelas fotos já fiquei totalmente rendida. Quando descobri que tinhas um blog a vontade foi ainda maior de saber os desafios que encontras aí em NY.  Depois de algumas horas a ver os teus posts (sim... horas!! é que os teus posts fazem-me tanta ''inveja'' e eu quero ver/saber sempre mais)sabia que tinha mesmo que contactar-te. Eu sou uma estudante do 12º ano e sempre senti aquela paixão pelos USA, sempre disse aos meus pais que iria viver lá nem que seja por um ano. Adoro especialmente Los Angeles, mas admito que depois de ver as tuas fotos NYC conquistou-me. Estás a viver o autêntico sonho americano.
O meu pai ''passa a vida'' a dizer que sou mais americana que portuguesa porque eu sigo todas aquelas beauty gurus no youtube e porque eu praticamente exigo que se deva festejar minimamente o Halloween ou porque eu sei que os Patriots ganharam ontem na SuperBowl ou ''pior'' porque eu festejo (muito silenciosamente) o 4th of july - digo muito silenciosamente porque o meu pai depois dava-me uma palestra de uma hora a dizer que eu devia ser mais patriota e tudo mais. Eu considero-me até patriota, adoro o meu país, não há outro melhor, na minha opinião, mas ainda assim não quer dizer que não sinta o bater mais descompassado do coração ao ver fotos como as tuas. «americanices» - diria o meu pai.
Por outro lado, a minha mãe entende melhor a minha ''veia americana''. Penso que também ela quis em tempos emigrar embora nunca me tivesse admitido. Ela sempre me ensinou inglês em casa e mais tarde pôs-me numa academia de linguas onde me encontro actualmente a fazer um curso de inglês. 
Tudo isto para dizer-te que: continua! Agora deves pensar que sou meia maluquinha que escrevo um testamento enorme para isto?! Espero um dia conseguir ir para os USA como tu, mas sou horrivel com despedidas e em deixar as pessoas que eu amo para trás. Quem sabe um dia... Talvez um dia, tal como tu, «pare de sonhar e,de algum modo parta»!! 
Obrigada pela tua atenção e por todas as tuas partilhas tanto no blog como no instagram elas enchem o coração de raparigas como eu com imensos sonhos para serem concretizados.

Catarina Camacho (17 anos)
Ilha da Madeira, Funchal

Wednesday, November 26

Muita alegria por aqui

Ao som desta música. 

Cause the players gonna play, play, play, play, play
And the haters gonna hate, hate, hate, hate, hate
Baby, I´m just gonna shake, shake, shake, shake, shake
I shake it off, I shake it off 


Tenho para mim que pareço qualquer coisa deste género quando danço. 
Haja alegria!
Bom dia :) 


Saturday, November 8

Frase que podia ser minha

O Gustavo sempre a ler-me os pensamentos. 
Bom dia gente linda :) 

Tuesday, November 4

Big News!!

Pois é, finalmente posso contar as novidades. Eu sei que estavam ansiosos por saber o que é que andava a fazer da minha vida. Se iria aterrar de vez em Portugal ou se iria fazer jus ao titulo do blog e voltar para os EUA. Foram meses em que pensei bastante, analisei todos os pormenores e dei por mim algumas vezes a pensar em desistir. Não, porque não tivesse vontade de regressar, mas pela questão dos terríveis vistos. Mas, como não sou pessoa de desistir, pelo menos tão facilmente e como acredito que o pensamento positivo é mais de meio caminho para a realização dos nossos objectivos, pus mãos à obra. E com a ajuda de várias estrelinhas da sorte e do apoio daqueles que me querem bem, vou voltar novamente para NY.

Ontem posso-vos dizer que foi um dos dias mais felizes da minha vida, foi o dia em que o visto foi aprovado. Temia que este dia chegasse, mas ao contrário  do que eu estava a espera a aprovação foi feita em menos de 5 minutos, com bastante simpatia e sem perguntas a tentar "enterrar-me" (algo que eles gostam tanto de fazer). Senti que me está a ser dada mais uma oportunidade e vou agarrá-la com unhas e dentes. Nunca me dei por vencida, mas havia alturas em que me perguntava o porquê de as coisas não estarem a correr como desejava. E este visto aprovado foi a resposta a todas essas minhas dúvidas. Há uma expressão em inglês que claramente me define e na qual eu pensava quando estava quase a desistir:


Agora que é oficial podem contar com vários posts (preparem-se que vem ai novidades). Quero agradecer a todos os que continuaram a passar por aqui, mesmo quando voltei a Portugal. Nos últimos meses o blog cresceu imenso e isso também me deu força para continuar. Aos anónimos (que não eram assim tão anónimos) e que de vez em quando gostavam de passar para destilar o seu veneno, tenho a agradecer, porque também eles me deram força. 

E mais uma vez vos digo: nunca desistam dos vossos sonhos, mesmo quando parece que nada corre bem. Todos temos objetivos, sonhos e motivações. Depende apenas do quanto queremos atingi-los :) 


Bom dia :)

Monday, October 20

Daqueles filmes que nos tocam: A Boa Mentira

Sabia que ia ser um filme que me iria tocar, não fazia era ideia de que fosse de tal modo que um dia depois ainda tenho a cabeça à roda com tudo aquilo que vi. Enquanto assistia, as lágrimas iam caindo sem pedir licença, estava sufocada e arrependida de não ter assistido o filme em casa. Não é um tipo de filme que goste de ver no cinema. O filme conta a historia verídica de jovens refugiados do Sudão, que vivem nas mais terríveis circunstancias e onde alguns tiveram a sorte de ganhar o visto de asilo para viver nos EUA. Desde o inicio as cenas são de cortar a respiração: crianças que morrem à fome na tentativa de chegar aos campos de refugiados, soldados que incendeiam uma aldeia e matam todos à sua passagem. O filme conta com a participação de Reese Witherspoon e três dos actores principais foram na realidade também eles refugiados (acabei por descobrir depois de assistir ao filme), o que dá um carácter ainda mais forte a toda esta situação. Mas também tem muitas cenas que nos fazem dar boas gargalhadas e que mostram como é difícil a adaptação a uma nova cultura.

Fiz amigos nos EUA, que também a eles lhe foi dado a oportunidade de recomeçar de novo, nunca falamos do que se tinha passado, mas todos eles tinham em comum o olhar de profunda gratidão  e esperança. Esperança que a vida deles fosse melhor naquela que se diz  ser a terra das oportunidades e que faziam com que os meus problemas (grandes para mim) se tornassem minúsculos perante tudo aquilo que tinham passado.







Thursday, October 16

Bom dia :)

Pode levar algum tempo, mas o que interessa é nunca desistir :)

Thursday, October 9

Thursday, September 25

Coisas que mudam para sempre quando se vive fora


1. A adrenalina torna-se parte da tua vida 
Desde o momento em que decides viver fora, a tua vida transforma-se num redemoinho de emoções - aprender, improvisar, lidar com o desconhecido. Todos os teus sentidos ficam mais apurados, e por algum tempo a palavra "rotina" desaparece do teu vocabulário e dá lugar à aventura e adrenalina. Novos lugares, novos hábitos, novos desafios, novas pessoas. Começar tudo de novo deveria-te assustar, mas pelo contrario, torna-se viciante. 

2. Quando voltas...Tudo parece o mesmo.
Quando tens alguns dias de férias e voltas à tua terra, parece que nada mudou. A tua vida tem mudado a uma velocidade tremenda, e quando voltas estás pronto para partilhar todas as tuas aventuras. Mas em casa a vida continua na mesma. Todos continuam com as suas tarefas diárias e de repente percebes que a vida não para para ti. 

3. Ficas sem palavras, mas ao mesmo tempo tens tanto para contar
Quando alguém te pergunta como é a tua nova vida, faltam-te palavras para descrever a tua experiência. No entanto, a meio de uma conversa, algo te lembra uma aventura que tiveste e tens que dobrar a língua para não aborreceres todos à tua volta com as tuas historias e para que não soe que estás a ser pretensioso. 

4. Apercebes-te que a coragem não é tudo
Várias pessoas dizem que és muito corajoso  e que também gostariam de viver fora, mas que tem medo. E tu pensas nas vezes em que estiveste assustado e sabes que coragem está relacionado apenas com 10%  das tuas decisões e que 90% está relacionado com a extrema força de vontade que tens. Queres fazê-lo? Tens verdadeiramente vontade de o fazer? Então vai em frente. Desde o momento em que decidimos dar o salto, não somos nem cobardes nem corajosos, todas as advertências que vão aparecendo nós vamos lidando com elas. 

5. E de repente estás livre. 
Sempre foste livre, mas a liberdade parece diferente. Agora que deixaste para trás o conforto que tinhas em casa, tu sentes-te capaz de fazer qualquer coisa!

6. Não falas uma língua em particular.
Por vezes, sem intenção deixas sair uma palavra de uma outra língua. Quando interages diariamente com várias línguas, tu aprendes e desaprendes ao mesmo tempo. Dás por ti a ler na tua língua materna, para que não fique enferrujada. 

7.Aprendes a dizer adeus e a aproveitares a tua própria companhia
Apercebeste que a maior parte das coisas e das pessoas que entram na tua vida são temporárias e instintivamente aprendes a desvalorizar a importância da maior parte das situações. Aprendes o balanço perfeito entre criar laços e deixar partir - uma batalha entre a nostalgia e o pragmatismo. 

8. Normal? O que é normal?
Viver fora e viajar faz-te aperceber que o que é considerado "normal", significa apenas que é cultural e socialmente aceite. Quando entras num cultura e sociedade diferente, a tua noção de normalidade cai por completo. Aprendes que existem outras formas de fazer as coisas, e passado algum tempo, tu também começas a fazê-las. Aprendes também a conhecer-te melhor e a crescer.

9. Aprendes a ser paciente e a pedir ajuda. 
Quando se vive fora, uma simples tarefa pode-se tornar num grande desafio. Documentação necessária, encontrar a palavra certa, apanhar o autocarro. Existem sempre momentos de stress, mas tu tens tanta paciência (que nem sabias que tinhas), que aceitas e pedes ajuda sempre que seja necessário.

10. A nostalgia apanha-te quando menos esperas.
Uma comida, uma musica, um cheiro. Um pequeno pormenor pode dar-te tremenda saudade de casa. Sentes saudades dessas pequenas coisas e darias tudo para voltar atrás no tempo, mesmo que fosse apenas por um pequeno instante.

11. Tu mudas.
Tenho a certeza que já ouviste falar de viagens que mudam a nossa vida. Viver fora é uma viagem que irá mudar profundamente a tua vida e aquilo que és. Irá abanar com as tuas raízes, certezas e medos. Talvez, no inicio não te apercebas ou sequer acredites. Mas, depois de algum tempo será claro para ti. Tu tens cicatrizes, tu envolveste-te. Tu mudaste.

12. E não há forma de voltares atrás.
Agora que sabes o significado de deixar o conforto e começar tudo de novo. E sabes o quanto tudo isto é maravilhoso. Como poderias escolher não viajar e partir à descoberta?

Texto livremente traduzido do blog Más Edimburgo

Wednesday, September 24

Dicas para começar o dia com uma atitude positiva



A forma como iniciamos as nossas manhãs influencia o trajecto do nosso dia e consequentemente da nossa vida. É no momento em que acordamos que optamos entre sorrir e a aproveitar as novas oportunidades que nos são dadas ou, simplesmente colocar os cobertores por cima da cabeça e dormimos mais um pouco (como se pensássemos que assim os problemas desaparecem). Muitos acordam com pensamentos depressivos e cheios de stress, como se nem tivessem dormido o suficiente, enquanto outros agradecem com um sorriso mais um dia que lhe foi dado.

E é este o estado de espírito que tento ter quando começo o meu dia.

Eis algumas ideias para começar o dia da melhor fora possível:

1. A preparação começa no dia anterior. Sou defensora da máxima "deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer". Por volta das 22.30 já estou na cama, de luz apagada  pronta para dormir. Para mim o quarto é único e exclusivamente para dormir, não tenho nem nunca tive televisão e não sinto falta. Se estiver com mais dificuldade em adormecer, leio um pouco. O período em que fechamos os olhos até adormecer deve ser aproveitado para relaxar, sem pensar em nada que nos deixe stressado.

2. Levantar cedo. Assim que os primeiros raios de luz aparecem eu já estou pronta para me levantar. Uma dica e não fechar completamente os estores para que de manhã a luz invada o nosso quarto. Ainda na cama penso em tudo aquilo que estou realmente grata (e deixo de lado todas as coisas menos boas). Se tiver tempo leio algo que me dê inspiração.

3. Nunca sair de casa sem tomar o pequeno almoço. Antes do pequeno almoço bebo um copo de água morna com metade do sumo de um limão, por vezes acrescento gengibre. Tenho este ritual há alguns anos e é como se o meu dia não pudesse começar sem o realizar. Esta alteração tornou a minha digestão muito mais facilitada, assim como passou a auxiliar o meu organismo a uma desintoxicação diária. De seguida preparo um pequeno almoço o mais nutricional e saudável possível, sem açúcar adicionado ou gorduras más. Parte-me o coração ver pessoas a comer bolos na pastelaria logo pela manhã. Esta refeição é a mais importante, pois é o que nos vai ajudar a manter activos e com boa disposição durante o dia todo. Sair de casa sem tomar o pequeno almoço é um dos piores hábitos que podemos sujeitar o nosso corpo. Estamos cerca de 10 a 12 horas sem ingerir qualquer alimento e o nosso organismo necessita urgentemente, logo pela manhã de recarregar baterias.

4. Planear o dia. Ao lado do meu computador tenho sempre um agenda onde anoto tudo aquilo que tenho que fazer durante o dia. Ao escrever as nossas intenções criamos um vinculo com a nossa mente e a probabilidade de as realizarmos é muito maior. De forma a criarmos e atrairmos algo é necessário manifestarmos intenção. Sempre que termino alguma tarefa, risco-a da lista, isto dá-me uma sensação de alivio e dever cumprido.

5. Fazer exercício físico. Gosto de treinar logo pela manhã, pois é quando os nossos níveis de energia estão no máximo. E engane-se quem pensa que ao treinar de manhã vai andar durante o resto do dia cansado. Pelo contrario, dá-nos energia para enfrentar o dia, pois aumenta os níveis de serotonina e dopamina. Se deixar-mos para o final do dia, por vezes a preguiça ataca e a única coisa que queremos fazer é chegar a casa e descansar, deixando o exercício físico para segundo plano.

6. Ter uma atitude positiva. Desde que li o livro O Segredo da escritora Rhonda Byrne, a minha forma de pensar e agir mudou. Quer tenhamos consciência ou não, nós criamos a nossa realidade através dos pensamentos e comportamentos que temos. Dai, quando nos perguntam como estamos, por muito em baixo que possamos estar devemos responder estou óptimo obrigada!, seguido de um sorriso. Quando nos fazemos de coitadinhos, ai a minha vida corre tão mal, não tenho sorte nenhuma... É mesmo isso que nos vamos atrair: negatividade e problemas ainda maiores. Nós atraímos aquilo em que focamos a nossa energia. Se pensarmos que temos imensas contas para pagar, acreditem que mais contam virão. As pessoas centram-se no problema e não na solução e gastamos energia e tempo a pensar na situação miserável em que estamos em vez de contornar a situação. Acreditem, uma mente positiva é mais de meio caminho andado para o sucesso, quando estamos de bem com a vida, as boas noticias parecem que fluem. É incrível!

Ah, e algo muito importante: evitem pessoas negativas que estão sempre de mal com a vida, essas pessoas sugam-nos a energia. Conheço algumas pessoas assim e que evito contactar por muito tempo porque não me fazem nada bem. As emoções contagiam-se e quando passamos muito tempo perto de pessoas tóxicas acabamos por assimilar essas mesmas vibrações e depois acabamos ainda num buraco mais profundo.

E vocês o que fazem para começar o dia da melhor forma? :)

Saturday, September 20

Bom dia :)

Bom sábado :)

Wednesday, September 17

Das palavras que podiam ser minhas


 

Há quem não entenda quando digo que em vez de me lamentar, agradeço tudo o que de menos bom me acontece na vida. É uma questão de perspectiva, uma forma de ser e de estar. Agradecer as desilusões que tive de enfrentar, agradecer todas as quedas que dei. Hoje sei que foi com elas que aprendi a levantar-me sozinha. Agradecer aos amigos que não foram assim tão meus amigos, aos amores-impossíveis e quase-possíveis que me obrigaram a aprender a amar na saudade e na espera e, tantos anos depois, conhecer o amor pelo qual esperei a vida inteira. 
Agradeço a todas as coisas e pessoas que saíram do meu caminho e que deixaram espaço, tempo e ar para que outras pudessem entrar, conquistar um lugar e ficar. 
Agradeço a quem me disse não, a quem me obrigou a sair da minha zona de conforto e encarar de frente a verdade da vida. Agradeço ter aprendido, com dor, a olhar nos olhos os meus erros. Não para me lamentar, mas para ter a certeza de onde não devo recomeçar.
Agradeço os muitos dias em que remei contra a maré, os dias em que conheci e aprendi a respeitar a palavra resiliência e os dias que me fizeram tatuar na pele o mantra que está sempre presente em mim:
«Acima de tudo, há duas coisas que nos definem: a nossa paciência quando não temos nada, e a nossa atitude quando temos tudo.»

Tuesday, September 16

Bom dia :)

E eu acho que estou no bom caminho :)

Tuesday, September 2

Thursday, August 21

Não namores uma rapariga que viaja

Don´t Date a Girl who Travels de David Joseph Falossi



mulher viajante aventureira

Ela é aquela com o cabelo despenteado e clareado pelo sol. A sua pela está longe do tom pálido que antes tinha. Não é bronzeada. É queimada, com múltiplas marcas do sol, com marcas e mordidas de insectos por toda a parte. Mas por cada marca na sua pele, ela tem uma história interessante para contar. 

Não namores com uma rapariga que viaja. Ela é difícil de agradar. O típico jantar seguido de cinema no shopping irá aborrecê-la morte.  O seu espírito precisa de novas experiências e aventuras. Ela não se impressiona com o teu novo carro ou o teu relógio caríssimo. Ela prefere escalar uma montanha ou saltar de para-quedas, do que te ouvir a gabar dos teus bens materiais. 

Não namores uma rapariga que viaja porque ela vai-te chatear para que compres um bilhete de avião sempre que estiverem baratos. Ela não gosta de discotecas. E nunca pagará um tostão para entrar em festas, porque sabe que um fim de semana numa discoteca a beber é o equivalente a uma semana muito mais excitante em algum lugar. 

Existe grande probabilidade de que ela não consiga manter o emprego, ou provavelmente estará sempre a sonhar no dia em que se vai despedir. Ela não quer trabalhar todos os dias para realizar o sonho de outras pessoas. Ela tem os seus próprios sonhos e está a trabalhar para os alcançar. Ela é uma freelancer. Faz dinheiro através da escrita, desenho, fotografia ou algo que requer criatividade e imaginação. Não percas o teu tempo a queixar-te do teu trabalho aborrecido. 

Não namores uma rapariga que viaja. Ela pode ter tirado uma licenciatura numa área e agora ter mudado completamente de carreira. Ela é agora instrutora de mergulho ou instrutora de yoga. Ela não tem a certeza quando o próximo ordenado entrará na sua conta. Ela não trabalha como um robot o dia todo. Ela retira da vida o melhor que ela tem para oferecer e desafia-te para fazeres o mesmo.

Não namores uma rapariga que viaja, pois ela optou por uma vida de incertezas. Ela não tem um plano ou uma morada permanente. Ela vai com a maré e segue o seu coração. Ela dança ao ritmo da sua própria batida. Ela não usa relógio. Os seus dias ao regidos pelo sol e pela lua. Quando as ondas a chamam, a sua vida pára e ela deixa tudo para aproveitar aquele momento. No entanto, ela aprendeu que o mais importante não é surfar.  

Não namores uma rapariga que viaja, ela fala o que pensa. Ela nunca tentará impressionar os pais ou os amigos. Ela sabe respeitar, mas não tem medo de entrar em debates sobre questões ambientais e responsabilidade social. 

Ela nunca precisará de ti. Ela sabe como montar uma tenda. Sozinha sem a tua ajuda. Ela cozinha e não precisa de ti para pagar as suas refeições. Ela é demasiado independente e não quer saber se viajas com ela ou não. Ela vai-se esquecer de ti quando chegarem ao destino. Ela está ocupada a viver o presente. Ela fala com estranhos. Ela vai conhecer muitas pessoas interessantes, que pensam e partilham a mesma paixão e sonhos. Ela vai ficar entediada contigo.  

Por isso nunca namores uma rapariga que viaja, a não ser que a consigas acompanhar. E se, acidentalmente te apaixonares por ela (o que não é difícil) não ouses prendê-la. Deixa-a ir...


*Texto livremente traduzido, o original pode ser encontrado no blog de viagens Love the Search.*








Wednesday, August 20

Bom dia :)

É bem verdade! E isso ainda te dá mais vontade de continuar! Bom dia alegria :)

Monday, August 4

A parte mais difícil de viajar que ninguém te conta


Tu vês o mundo, experimentas coisas novas, conheces pessoas, apaixonas-te, visitas lugar lindíssimos, aprendes novas culturas, e de repente tudo termina. Toda a gente fala sobre viajar, partir à descoberta mas, e sobre o regresso? Isso ninguém gosta de mencionar.

Nós falamos sobre os momentos difíceis quando estamos longe de casa - encontrar trabalho, fazer amigos verdadeiros, estar seguro, aprender as normas sociais, aprender a confiar - mas tudo isto são pequenos pormenores que um dia acabamos por ultrapassar. Todos estes aspectos menos bons são como que apagados quando pensamos na experiência de vida que estamos a ter. O adeus é difícil, mas tu sabes que não é para sempre, especialmente se já tiveres comprado o bilhete de volta. O adeus é reforçado pelo imagem que tens na tua cabeça de como será o reencontro com a família e amigos.

E depois estás tu de volta a casa, passas as tuas primeiras duas semanas a ver os teus amigos e família, a saber o que perdeste, contar historias da tua viagem, etc. Todos te vêem como uma estrela de Hollywood e invejam a tua audácia de teres partido à descoberta. Mas depois..tudo se dissipa. Todos se habituam ao facto de estares em casa, já não és a estrela e depois as perguntas que não querem calar: quando é que começas a procurar trabalho? Já tens algum plano? Andas a sair com alguém? 

Mas a parte triste disto tudo é que uma vez teres visitado todos os teus amigos e familiares, vais para o teu quarto e apercebeste que nada mudou. Estás feliz por todos estarem bem de saúde e sim, todos eles tem novos empregos, namorados, muitos deles já estão casados e com filhos, etc, mas parte de ti quer gritar não entendes o quanto eu mudei? E não me estou a referir ao cabelo, peso ou forma como me visto. Refiro-me ao que vai dentro da minha cabeça. A forma como os teus sonhos mudaram, a maneira diferente em como vês as pessoas, as coisas que são realmente importantes para ti. Queres que todos se apercebam disto e queres partilhar e discutir, mas não há maneira de descrever o sentimento de deixar tudo para trás e forçar-te a usar toda a capacidade do teu cérebro. Tu sabes que pensas de forma diferente, porque tudo aquilo que viveste está sempre na tua cabeça. E como dizeres isto aos outros? 

Sentes-te aborrecido. Sentes-te perdido. Tens momentos em que sentes que não valeu a pena porque nada mudou, mas depois sentes que teres partido e deixado tudo para trás foi realmente importante, porque foi isso que mudou tudo. Qual a solução para este efeito secundário de quem viaja? É como aprender uma língua que ninguém à tua volta fala, por isso não há forma de comunicar com eles e explicares como te sentes. 

E é por isso que depois de teres viajado pela primeira vez, tudo aquilo que queres é viajar outra vez. Eles dizem que tens o bichinho das viagens, mas na verdade é apenas a vontade de voltar a novos lugares e sentires-te rodeado de pessoas que falam a mesma língua que tu. Não português, inglês ou mandarim, mas a linguagem onde todos sabem como é viver, mudar, crescer, ter nova experiências, aprender e depois voltar para casa outra vez e  sentir que estamos mais perdidos no lugar onde nascemos, do que em qualquer outro lugar desconhecido que tenhamos visitado.

E esta é a parte mais difícil de viajar e é por isso que todos voltamos a fugir outra vez. 


Texto: daqui

Tuesday, July 8

Wednesday, March 26

Luta pelos teus sonhos





Um dos melhores vídeos, que nos faz acordar para realidade, deixar de lado tudo aquilo que não é importante e lutar, lutar muito pelos nossos sonhos. E é isso que eu tento fazer todos os dias. E a cada dia sinto que estou mais perto. Não vivam os sonhos dos outros, mas sim os VOSSOS sonhos!  Questionem-se: se este fosse o ultimo dia da minha vida morreria feliz?