Showing posts with label Portugal. Show all posts
Showing posts with label Portugal. Show all posts

Friday, December 26

De partida mais uma vez

Sentada no banco do aeroporto, espero pelo voo que me levaos EUA. Desde sempre soube que algum dia iria deixar Portugal, não sabia quando nem quais as circunstâncias, mas tinha a certeza que um dia iria "abandonar" o meu país. Coloco entre parêntesis a a palavra abandonar, porque na realidade não sinto que esteja a deixar algo para trás, como muitos na mesma situação talvez o sintam. Sempre sonhei em viver nos EUA ( não necessariamente em NY), sabia de cor todos os estados, imaginava-me a viver naquele país, muito antes de ter oportunidade de lá viver. Tal como a frase de cabeçalho do blog "Um dia é preciso deixar de sonhar, e de algum modo, partir", sabia que um dia iria tornar  esse sonho em realidade. Não sou patriota, de todo. Nunca o fui! O país em que nascemos, não quer de todo dizer que é onde tenhamos que nos sentir bem. No meu caso nunca o foi. Lá diz a máxima "Home is where your heart is". Gosto do Porto, cidade onde nasci e vivi até aos 23 anos, altura em que fui pela primeira vez para NY, mas não tenho quase vinculo nenhum,  não é em Portugal que quero fazer a minha vida ou que quero envelhecer. Muitos ficam surpreendidos, mas outros, aqueles que também estão na mesma situação, não imaginam voltar a Portugal a não ser de férias. Como me disse um senhor que conheci que emigrou há mais de 40 anos para os EUA "há qualquer coisa neste país, que nos faz querer ficar e nem nos passa pela cabeça um dia voltar". E é mesmo isso, há algo inexplicável neste país, que nos puxa, que nos atrai e que torna todos os outros lugares medíocres. Quem emigra para os EUA, não tem como objectivo juntar dinheiro para um dia voltar para Portugal, como acontece com muitos emigrantes que vão para França, Suiça, Luxemburgo. Quem emigra para os EUA é para sempre, tornam o país em que nasceram apenas num local para passar férias e em muitos casos nem isso. 

Por vezes, ponho-me a pensar se serei emigrante. Talvez porque a imagem que tenho dos emigrantes é aquela em que iam a "monte" para França, com uma mão à frente e outra atrás, o marido ia primeiro para apalpar terreno e mais tarde os filhos e mulher juntavam-se a ele. Chegava a Agosto e  faziam horas a fio de carro, para puderem visitar os familiares em Portugal e dançarem nos bailaricos de verão. Na volta levavam a bagagem cheia de chouriços, bacalhau e vinho, com o intuito de aquecer o coração nos dias em que a saudade mais apertasse. 

Mas quando penso melhor talvez seja mesmo emigrante, há três anos decidi deixar a minha casa, o meu país e parti em busca da realização dos meus sonhos. A minha carta de condução agora é americana e o meu bilhete de identidade está agora guardado numa gaveta, o português deu lugar ao inglês. Em Nova Iorque sou a portuguesa e em Portugal sou a americana. As longas viagens de carro, agora são substituídas por viagens de avião.  Já não nos interessa os bailaricos, mas a ansiedade de ver as pessoas que gostamos é a mesma. Se calhar sou mesmo emigrante porque também eu fui à procura de algo melhor, algo que o meu país nunca ofereceu, mas também nunca fiz intenção de procurar, porque nunca quis aqui ficar. Parti à aventura, sem saber o que me esperava, mas com a certeza que seria melhor do que o que já tinha. E não me enganei. Fiz dos EUA a minha casa e Portugal apenas o pais de visita. Não me arrependo de todo, se pudesse apenas teria ido mais cedo. Dizem-me que tenho coragem e admiram a minha força de vontade, chegam mesmo a dizer que gostavam de ser como eu e conseguir largar tudo em busca de uma vida melhor. Não considero que tenha "largado tudo", pois foi apenas quando sai do meu país que consegui ter tudo o que sempre quis e sentir-me realizada.
Admiro quem fica e decide remar contra a maré, mas não era isso que me estava destinado. Penso que nunca foi.

É claro que a minha decisão tem consequências, que em dias de maior saudade a questiono. Quando partimos, parece que fica um buraco no tempo e quando regressamos esperamos que tudo esteja do mesmo modo. Mas não está. Amigos passam a conhecidos e conhecidos passam a estranhos. Das-te conta que há pessoas que te querem mal, que  te invejam, porque também elas queriam ter a coragem de mudar, mas é sempre mais fácil ficar na zona de conforto e torcer para que os outros não tenham sucesso. Parece-te que essa mudança foi muito rápida, mas na verdade levou meses, anos. Tu é que não estiveste lá para acompanhar. Deixas de ver as crianças a crescer, não podes estar presente no funeral das pessoas que te são queridas, nem nos momentos mais importantes. Todos continuam com as suas vidas e tu esperas tapar esse "buraco" quando regressas, esperas compensar a tua ausência, mas por vezes é tarde de mais. Mas, tu sabes que é o preço a pagar  e que a vida é mesmo assim. E apesar de tudo és uma pessoa feliz. 

Monday, November 10

A sério que me irrita

Emigrantes que se queixam e criticam o país que os recebeu e lhes deu oportunidades, que não foram capazes de encontrar em Portugal. A sério, isto de criticar o prato que lhes dá de comer, revolta-me. O dia em que não gostar de viver nos EUA, simplesmente faço as malas e vou-me embora, não vou criticar e continuar na mesma situação. Não somos árvores!

Wednesday, November 5

Oficina da Gula - Porto

Não é segredo que adoro descobrir sítios novos e quando são assim acolhedores como é o caso da Oficina da Gula o prazer ainda é maior. Foi num dia de chuva, a correr que nem uma doida de casaco na cabeça que encontrei esta pastelaria. Entrei sem saber muito o que me esperava, mais pelo motivo de fugir à chuva e não pude ficar mais maravilhada com este espaço. 
O nome não podia ser mais apropriado, pois realmente o pecado da gula habita naquelas quatro paredes, difícil é resistir, e claro está que não me fiz de rogada e não me fiquei só pelo cafezinho (como era o plano inicial).  Pode-se encontrar por aqui todo o tipo de doces: macarrons, pasteis de nata, brigadeiros, fatias de bolo colossais, salgados, tostas (não experimentei mas tinham um óptimo), grande variedade de chã e bebidas quentes. 
Tudo é pensado ao pormenor e a decoração é magnifica, em tons dourados e vermelhos com um candelabro ao centro de tirar a respiração. Confesso que o que me chamou mais atenção, foi a fachada que me lembra a loja da Cartier na 5ª Avenida em NY (vai-se lá saber porquê). 
O espaço fica localizado na rua Mouzinho da Silveira, muito perto da Estação de São Bento. 

Há muitos leitores do Porto por ai?









O Porto é lindo, carago!

Monday, September 22

Baixa Burguer no Porto

Andava com desejos de comer um hambúrguer tipicamente americano. Não, não estou a falar dos do Macdonalds, nem sobre tortura comeria uma porcaria dessas,  mas daqueles mais caseiros com uma batata frita crocante e que só paramos quando não resta nem uma migalha, ou quando já temos a barriga quase a explodir. 

Depois de alguma pesquisa encontrei o Baixa Burguer. A primeira coisa que fiz foi ver se o menu tinha alguma opção vegetariana. E se tinha, pela descrição parecia ser de comer e chorar por mais. 
Chegamos por volta das 19h e estava praticamente vazio, mas 30 minutos depois a fila já se estendia até à rua. 
Tem uma decoração simples. Todo o espaço foi construído com recurso a materiais reciclados, como por exemplo as paletes de madeira que forram parte das paredes. O atendimento foi relativamente rápido e primaram sempre pela simpatia. 

A hamburgueria fica localizada na Rua da Picaria nº89, mesmo pertinho do Túnel de Ceuta no Porto. O preço varia entre os 4,90€ e os 6,90€. 






Hambúrguer de falafel de aipo e cenoura, portobello, alface, tomate, guacamole e maionese (pedi à parte). Uma delicia! A acompanhar escolhi uma limonada com folhas de menta, que estava mesmo deliciosa! 




Wednesday, July 30

Mais um motivo de orgulho


A cidade de Lisboa foi escolhida para ilustrar a capa de National Geographic Traveler deste mês. Consta com um artigo de seis páginas que descreve a aventura da jornalista Janelle Nanos e o seu marido que se inicia em Lisboa e percorrem todo o litoral sul até Sagres. Estou bastante curiosa para saber o que escreveram sobre o nosso país. 

Imagem daqui

Friday, July 11

Dos hotéis que não me importava nada de conhecer #2

Não sei se pela localização ou se pelo facto de possuir uma praia privada, tudo no  Hotel Tivoli Marina Vilamoura é perfeito. Não me importava nadinha de passar aqui uma noite. Sonhemos, minha gente, sonhemos :) 

Hotel Tivoli Marina Vilamoura

Hotel Tivoli Marina Vilamoura

Hotel Tivoli Marina Vilamoura

Hotel Tivoli Marina Vilamoura

Hotel Tivoli Marina Vilamoura

Hotel Tivoli Marina Vilamoura

Hotel Tivoli Marina Vilamoura

Hotel Tivoli Marina Vilamoura

Hotel Tivoli Marina Vilamoura

Hotel Tivoli Marina Vilamoura

Hotel Tivoli Marina Vilamoura

Hotel Tivoli Marina Vilamoura

Hotel Tivoli Marina Vilamoura





Monday, July 7

O meu estômago bate palminhas

E ver fotos espalhadas pela blogosfera não me contive e também tive de experimentar o pão de Deus tão famoso da Padaria Portuguesa. Não se se foi aliado ao facto de vir a morrer de fome dentro do comboio de regresso ao Porto, mas que este pãozinho me soube pela vida ai isso soube! Da próxima vez que ponha os pés em Lisboa vou lá a correr lambuzar-me. 
 Muita obrigada pelas vossas dicas, a lontra que há em mim agradece! 





O blog também se encontra no Facebook e Instagram @diana_santoss

Sunday, July 6

Que bem que se está por aqui

Ou se esteve, que vai dar tudo ao mesmo. Desde que a Joana me deu a conhecer o Mercado da Ribeira fiquei super fã, e claro que tive que lá voltar, desta vez para experimentar algo que tem corrido o Instagram e blogues, que são os famosos pregos do Prego da Peixaria! Eu que nunca fui apreciadora de prego no prato fiquei rendida a este conceito. Eles definem o espaço como "smart casual dinning" e eu só tenho a dizer que são bons que se fartam. Escolhi a opção vegetariana, que é feita com cogumelo Portobello, rúcula e tomate em bolo do caco da Tandoori. Não podia faltar a batata frita bem fininha e estaladiça tal como gosto. Delicia! Na altura não vi, mas também servem chips de batata doce e eu amante de batata doce que sou de certeza que iria adorar. Bem, fica para a próxima, porque ainda ficou muito por conhecer (aquele sushi mesmo ao lado deixou-me a babar). 
Já agora aceito sugestões de coisinhas boas que se comam por lá:) 



Friday, June 27

É assim que sei que já estou há muito tempo fora de Portugal


Uma das coisas que me habituei desde que fui viver para NY é o facto de nunca precisar de andar com dinheiro na carteira. Excepto algumas lojas manhosas, tudo pode ser pago com cartão. Facilita imenso, e evita-se andar com a carteira cheia de moedas. Por exemplo o Starbucks tem um cartão que funciona como cartão multibanco, basta carregar com a quantia que desejamos e na altura de pagar é só entregar. Acho muito mais prático e poupa-se imenso tempo de espera nas filas. Para o estilo que se vive em NY é quase impensável andar a contar moedas na hora de pagar, por vezes o intervalo para o almoço é de apenas 30 minutos ( na maior parte das vezes inexistente) e queremos correr para o restaurante mais próximo, agarrar na comida, pagar e correr de volta para o trabalho. 

Desde que sai de Portugal e sempre que aqui venho acho que o mínimo para pagar com cartão tem aumentado substancialmente. Lembro-me de o mínimo ser cerca de 5€ na maioria dos estabelecimentos e agora tenho visto valores astronómicos. O ultimo caso que acho que foi o mais alarmante foi no Pingo Doce, onde o mínimo para pagar com cartão é 20€. What??!! Não fazia a ideia que as coisas tinham mudado assim tanto, a ultima vez que vi os hipermercados não tinham valor mínimo. Restou-me ir a caixa multibanco duas ruas abaixo do Pingo Doce, porque a deles não tinha dinheiro! Ora, se vão estipular valores tão altos, pelo menos deviam se certificar que têm sempre dinheiro. 
Isto tudo faz-me parecer que voltamos alguns séculos atrás, estive mesmo para perguntar se podia pagar em moedas de ouro ou em géneros alimentícios que tinha lá por casa. 

Wednesday, June 18

Só para avisar

Aquelas pessoas super fofinhas que gostam de colocar a bandeira de Portugal em tudo quanto é sitio, que o verde é para o lado esquerdo e o vermelho para o direito! De nada.

Saturday, February 22

Sábado

Bom dia alegria!

Este fim de semana estou por Braga! Escusado será dizer que vai ser um pouco impossível de manter a linha com tanta coisa boa por aqui! Mas um dia não são dias e temos que aproveitar e agradecer sempre o que a vida nos traz de bom!

Um ótimo sábado para todos:)

Aceitam-se sugestões de coisas giras para fazer por aqui!

Sunday, February 9

Hoje seria o dia

Que iria voltar para NY, mas por motivos de saúde vou ter que ficar por Portugal mais algum tempo. Ninguém me mandou ficar quase dois anos sem ir a uma consulta de rotina. 

Wednesday, January 22

Casas que não me importava de viver #3

Mais uma casa maravilhosa da Home Lovers. Desde a localização ( Parque Eduardo VII) até ao facto de já se encontrar mobilada. É sem dúvida uma casa que não me importava nada de viver. Ai ai!













Sunday, January 5

Casas em que não me importava nada de viver

Mais uma casa linda da Home Lovers. Esta fica em Belém. Estou para aqui a suspirar!