Thursday, October 13

Energy balls de tâmaras e manteiga de amendoim



E quando a vontade de comer algo doce aperta (digamos que acontece na maior parte do tempo) recorro a estas energy balls (achei que ficava mais engraçado do que chamar bolinhas lol)  São muito fáceis de preparar e super  saudáveis.
 É uma receita vegan, sem açúcar ou farinha.
Funciona como um óptimo pré treino, uma vez que dá imensa energia. 

Ingredientes 
200g de tâmaras medjol 
1 colher de soma de manteiga de amendoim (ou manteiga de amêndoas)
Uma mão cheia de nozes
Flocos naturais de coco (sem açúcar)

Colocar as tâmaras num recipiente com agua quente por 20 min. Desta forma torna-se mais fácil tritura-las. 
Misturar as tâmaras no processador, manteiga de amendoim. Deixar misturar bem até obter um consistência pastosa. Adicionar por fim as nozes e misturar com as mãos. 
Num recipiente a parte colocar os flocos de coco. Com a mão fazer pequenas bolas e passa-las pelos flocos de coco.

Levar ao frigorífico por 1h e estão prontas.
Se experimentarem não se esqueçam de enviar fotos das receitas :) 


Wednesday, October 12

Entrevista Portugueses nos EUA #19

Hoje a entrevista vem directamente da California com a actriz Lúcia Lopes. Deixou Portugal há  cinco e encontra-se neste momento a viver em Los Angeles.




Como surgiu a ideia de viver nos EUA?
Estava na altura a terminar o último semestre da faculdade e lembrei-me que a maior parte dos meus irmãos foram para os Estados Unidos e talvez fosse bom para mim ir pelo mesmo programa para aprender inglês.

Qual a tua ocupação neste momento?
Sou actriz profissional, já era em Portugal e aqui também sou, mas claro optei inicialmente por estudar e aperfeiçoar a língua inglesa.

Onde vives existem mais portugueses?
Sim, é uma comunidade pequena, mas conheço a malta nova, actores principalmente.

Como lidas com a saudade? Do que sentes mais falta?
Sinto muita falta da minha mãe. A saudade vou matando com a comida que cozinho, o Skype e as horas ao telefone.

Quais as ideias pré concebidas que tinhas e que passaram assim que passaste a viver ai?
Eu achava que as pessoas eram todas obesas e que não trabalhavam. Mas muito pelo contrário. São o povo mais trabalhador e nunca reclamam. Trabalham entre 10 a 14 horas por dia. Onde moro preocupam-se muito com a alimentação e a saúde.

É fácil fazer amizade? Foste bem recebida?
Os americanos são muito positivos. Fazer amizades não é fácil, mas eu sempre fui muito sociável e tenho amigos muito queridos. É uma questão de tempo.

Qual o ponto turístico favorito na tua cidade?
"The Observatory". É um ponto turístico a não perder na cidade de Los Angeles. A vista vale mais que mil palavras.

Como descreves a cultura americana?
São muito positivos e apoiam as tuas decisões. Ficam felizes pelas tuas conquistas. São muito educados. Adoram usufruir do pouco tempo livre que têm com desportos e festas.

O que é que os EUA têm e que faz falta em Portugal e vice-versa.
Os Estados Unidos estão desenvolvidos 30 anos em relação a Portugal. Não dá para fazer comparações quando aqui vivem milhões de habitantes. Mas claro há diferenças, por exemplo em Portugal todos tempos maquina de lavar. Aqui, o prédio tem 4 maquinas para todos os moradores. Aqui temos apps para tudo, o que facilita bastante a vida. Compro comida online, revendo as minhas coisas. É mesmo o primeiro mundo. Faço dinheiro com um simples clique.

Quais os teus planos para o futuro? Pretendes viver nos EUA para sempre?
Sim pretendo. Aqui sou feliz. Moro num país livre, sem julgamentos. Eu pretendo continuar com a minha carreira de actriz e claro sonho em construir família um dia.

Se tivesses que voltar a Portugal do que sentirias mais saudade?
De tudo aquilo que construí.

Qual o conselho que dás para quem tem o mesmo sonho de viver nos EUA?
Está ao alcance de todos nós. Mas é um país para destemidos, para guerreiros cheios de coragem.

A Lucia recentemente fez parte da peça The Clean House no Little Fish Theater. Podem ver aqui  algumas das reviews da peça ( mais aquiaquiaqui).

Pagina oficial da Lucia Lopes





Monday, October 3

Aquele mês de Agosto

Já devem ter percebido que está difícil escrever sobre a viagem, tenho andado ausente das redes sociais, coloco um post ou outro só para dizer que estou viva e que está tudo tudo bem, mas na verdade acho que ando com um bloqueio de escrita, se é que assim se pode chamar.

Meses antes de viajar comecei a ler blogs de pessoas que viajavam a tempo inteiro. Dá para imaginar, 365 dias sempre a viajar? Tenho a certeza que me iria cansar - pensava eu. Falavam do sentimento que tinham sempre que paravam de viajar por algum tempo. Aquela ansiedade e insatisfação por estarem no mesmo lugar por muito tempo, aquela necessidade de continuar a explorar. Wanderlust, era como definiam esse sentimento.



Desde pequena nunca gostei de fazer sempre a mesma coisa, ou estar sempre no mesmo sitio. Por várias vezes ouvia a minha mãe dizer "parece que tens bichos carpinteiros". O que era exactamente eu não sei, apenas sei que à medida que fui crescendo, essa vontade de não me apegar a um lugar foi crescendo.
Nunca percebi aquelas pessoas que ficam no mesmo trabalho por anos a fio, ou vivem toda a vida na mesma terra. Só de pensar na possibilidade de fazer exactamente a mesma coisa por 10, 15 anos da-me arrepios na espinha. Por isso, quando surgiu a oportunidade de viver nos EUA nem pensei duas vezes.  E agora, mudar-me de NY para a California foi algo que sempre me pareceu já estar predestinado. Acho que me percorre nas veias sangue cigano. Tenho esta necessidade constante de mudança, mas ao mesmo tempo e, por muito contraditório que pareça, também gosto da rotina. Não me peçam para explicar, porque até para mim me parece confuso, mas é exactamente assim que sempre me senti.

Dou por mim a evitar ver fotos e e videos da viagem, mas aos mesmo tempo tenho necessidade de recordar todos aqueles momentos. De agarrar-me a eles de tal forma como se tivesse medo que algum dia se desvaneçam da minha memória. Despedir-me do trabalho, fazer as malas e dizer adeus a uma realidade que já me era familiar, foi de uma facilidade tremenda. Quem diria que a dificuldade estaria em depois de terminar a viagem e chegar ao meu destino.

Lembro-me de estar em Las Vegas e pensar que faltavam apenas quatro dias para chegar à California e, apesar de ser sempre o destino pelo qual ansiei, comecei a ficar apreensiva e triste, pois chegar à California significava pôr fim à aventura.  Apercebi-me que viajar por um longo período de tempo e da forma como o fiz, transforma-te por completo e tu não estás preparado para essa mudança, por muito que penses que estás.

Enfim, já deu para perceber o porquê de não vir ao blog. Ainda me encontro a recuperar daquele mês de Agosto. Daquele mês que mudou por completo a minha vida, a minha forma de pensar e o meu espírito. Aquele mês que me lixou por completo, que me deixou a pedir por mais, que me faz todos os dias acordar com vontade de por os pés à estrada, de continuar a explorar, sem olhar para trás. Lixaste-me bem lixada mês de Agosto. Bem que me avisaram, mas pensei que estavam a exagerar e agora estou aqui com "bichos carpinteiros" pronta para planear a minha próxima aventura.
Só vos peço que tenham paciência, aos poucos vou voltando.

(Acho que esta musica sumariza por tudo o que passei "naquele" mês de Agosto) 



Tuesday, September 20

E a Road Trip como correu?

É verdade já estou a dever um post aqui no blog há quase duas semanas. Sim, porque apesar de me terem pedido para escrever ao longo da viagem, e de inicialmente até pensar que o iria fazer, tornou-se de todo impossível. Mas como prometido mostrei tudoooooo no Snapchat e no Instagram. E já recebo mensagens a dizer que estão com saudades da "novela". Talvez os snaps tenham acalmado um pouco, uma vez que a boa vida terminou e agora estou a começar tudo de novo do outro lado da costa, mas estará para breve o retorno em grande ao Snapchat.

Pois é, ainda nem acredito que num espaço de um mês deixei Nova Iorque e estou a viver na California. C-A-L-I-F-O-R-N-I-A! 2016 está a ser o ano da minha vida, tantas mudanças, tanta aventura, tantas experiências que para sempre vão ficar gravadas na minha memória.

Poderia ter apanhado o primeiro avião com destino à California, mas isso não teria piada. Tinha que o fazer em grande e realizar mais um dos meusgrandes sonhos. Sonho que tinha desde criança, onde numa mapa dos Estados Unidos eu marcava todos as cidades que queria visitar. Sabia de cor todos os estados e capitais. E assim foi: no dia 3 de Agosto sai de NY para iniciar uma Road Trip de 30 dias. Sem muito planeamento, na verdade todos esses planos foram idealizados na minha cabeça anos a fio e por isso estava mais do que preparada para iniciar a viagem da minha vida. Confesso que sempre que penso em tudo aquilo que  vivi bate uma nostalgia que me deixa de coração apertadinho.

Foram 20 estados e mais de 11 mil quilómetros e a sensação que ficou ainda muito para ver. Só temos noção do quanto este país é enorme, quando conduzimos por 500 quilómetros e continuamos no mesmo estado.

 Lembro-me quando era criança que o simples trajecto Porto-Lisboa era algo a ser planeado com antecedência e era preciso descansar o suficiente para aguentar as quase três horas de viagem. Pufffff, depois desta road trip passei a olhar para o GPS e a ver distâncias entre cidades de nove horas como algo perfeitamente normal. Na verdade, até me deixava contente saber que tinha tantas horas pela frente, naqueles cenários retirados dos filmes da minha infância.

Conheci lugares maravilhosos, culturas diferentes, pessoas com um coração enorme, mentalidade diferentes, comida saborosa e calórica ( que me fez engordar quase 4 quilos num mês). É incrível como um país consegue ser tão diferente de cidade para cidade e de estado para estado - desde o estilo de vida relaxado e da música country  do Sul até ao ritmo frenético de Las Vegas e da Costa Oeste. São estas diferenças que fazem da América um país maravilhoso e que faz com que queira viver aqui o resto da minha vida.

Nos próximos posts vou falar de toda a minha aventura, porque as coisas boas merecem ser partilhadas.



Monday, August 1

É tempo de partir

Há cerca de seis meses atrás, enquanto caminhava pelas ruas de NY cheguei à conclusão que não me sentia completamente feliz e era um sentimento que me acompanhava há imenso tempo. Lembro-me de pegar no telemóvel e enviar uma mensagem à minha melhor amiga e dizer-lhe"vamos embora daqui?". Senti que depois de ter exteriorizado a minha vontade já não havia volta a dar. E assim, comecei a planear a viagem da minha vida.

Amanhã  estou de partida, outra vez. Desta vez sem data de regresso, apenas com a certeza que vou realizar um dos meus maiores sonhos, um sonho que fui adiando, talvez por comodismo ou achar que nunca era a altura ideal. Havia sempre pequenos entraves que me faziam  adiar para o próximo ano. Mas o tempo não pára e depois de cinco anos nesta terra e de alguns acontecimentos menos agradáveis dei-me conta que a vida é verdadeiramente curta para não a aproveitarmos. Parece cliche dizer que só se vive uma vez, mas a verdade é que apenas nos foi dada uma oportunidade de viver e só depende de nós tornar a nossa passagem na terra o mais enriquecedora possível. Todos temos direito a uma vida extraordinária e não devemos aceitar nada menos que isso.

Pela primeira vez em muito tempo sinto que a minha vida tem uma direcção e propósito e por nada deste mundo vou desistir antes mesmo de começar. Por razões que agora não interessam para aqui, mas que talvez um dia fale, fui-me acomodando. Dei prioridade a pessoas que não fizeram de mim prioridade, tentei mudar a minha maneira de ser numa tentativa de fazer as coisas resultar.  Fui-me anulando e aos poucos e passei a existir em vez de viver.

Foi difícil voltar a renascer, voltar a sentir-me viva. A mudança não acontece de um dia para o outro, leva o seu tempo. Perguntam-me qual é o segredo e eu apenas respondo: gratidão. Parece simples, mas não é. Há alturas na nossa vida em que parece uma tarefa completamente impossível encontrar o que quer que seja para sermos gratos. Mas é nas mais pequenas coisas que nos devemos agarrar: o facto de nos ter sido dado mais um dia para vivermos, de respirarmos, de termos um cama onde dormir, de termos as pessoas que amamos do nosso lado.  Antes de se deitarem questionem-se "como seria o dia de amanhã se acordassem apenas com as coisas que agradeceram hoje".

Vivemos numa sociedade onde os valores materiais são mais importantes que as experiências. Diariamente somos influenciados pelos media a pensar que o sentimento de posse é sinonimo de felicidade. Medimos a nossa felicidade pelo número de zeros que temos na nossa conta bancária, ou pelo tipo de carro que conduzimos ou as roupas que vestimos. Será mesmo assim? Não me interpretem mal. Ter dinheiro obviamente vai tornar a nossa vida mais fácil, mas será que nos torna mais felizes?

Uma vez numa entrevista o Jim Carey disse: "Penso que todos deveriam ser ricos e famosos e fazer tudo aquilo que sempre sonharam para que depois vejam que isso não é a resposta para a felicidade." 

Foi na fase em que estava a ganhar bem e tinha um emprego estável que me sentia mais infeliz. Comprava coisas que achava que precisava para ao final de um dia ou dois já as deixar de lado, pois o sentimento de vazio dentro de mim continuava. E foi nessa altura que me apercebi que era necessário mudar. Não sou uma pessoa de ficar a chorar pelos cantos. Sou prática. Sabia que não estava e tinha que encontrar uma solução.

Desde pequena que tenho o sonho de fazer uma road trip pelos  EUA. Quando aqui cheguei essa vontade ficou um pouco adormecida, mas nos últimos tempos era como se uma voz dentro de mim me dissesse "Vai! É agora o teu momento!"

E seguindo o meu coração é isso que vou fazer. Partir à aventura no país que se tornou a minha casa. Amanhã começa uma nova etapa na minha vida, apesar de um pouco ansiosa, sinto-me plena e feliz porque sempre soube que este dia ia chegar. E de braços abertos dou as boas vindas ao mês de Agosto. Let the sunshine in.


Podem acompanhar toda a viagem no Instagram e Snapchat - dianaferrazss 

Thursday, July 28

Thursday, July 21

Entrevista #20 - Portugueses nos EUA

Desta vez trago-vos a entrevista ao Tiago, quem me segue no Snapchat (dianaferrazss) já deve achar esta cara familiar. Ele deixou Lisboa há quase dois anos e vive neste momento em New Jersey.


Em que cidade vives?
Newark, New Jersey.

Há quanto tempo vives nos EUA?
Cheguei nos EUA no dia 4 de Novembro de 2014. Faz agora um ano e oito meses.

Como surgiu a ideia de viver nos EUA?
Eu nasci em Elizabeth em New Jersey e tendo dupla nacionalidade facilitou muito a minha vinda para cá.

Qual a tua ocupação neste momento?
Sou fotografo freelancer.

Onde vives existem mais portugueses?
Existem alguns. A cidade de Newark sempre foi conhecida por albergar uma grande comunidade portuguesa desde os anos 70. Hoje em dia já não há assim tantos.

Como lidas com a saudade? Do que sentes mais falta?
Tenho lidado bem com a saudade, apesar de no inicio a adaptação ter sido bastante longa e difícil, pelo facto de ter deixado a minha família e amigos "para trás". No entanto, sinto que vivi o tempo suficiente em Portugal e neste momento tenho outras prioridades. Sinto saudades da comida portuguesa, chegar a casa e sentir o cheirinho da comida da minha mãe, de não ter que apanhar transportes públicos para todo o lado, os concertos e festivais de rock/musica electronica que em Portugal são muito mais baratos. Sinto também falta da natureza, de sair do trabalho e estar no Bairro Alto em 5 minutos para beber uns copos com os amigos.

Quais as ideias pré-concebidas que tinhas dos EUA e que mudaram assim que passaste a viver aqui?
Nunca criei nenhuma ideia pré-concebida, mas sempre pensei que sobretudo em NY e NJ o poder de compra fosse muito grande e as pessoas se soubessem vestir bem, mas é totalmente o oposto.

Foi fácil fazer amizades? Foste bem recebido?
Fui bem recebido pelos meus pais e pelo meu irmão (eles já viviam aqui há alguns anos). Alguns amigos de infância também me receberam em festa, uma vez que durante mais de 5 anos tentaram convencer-me a mudar de Portugal para aqui. Em NY não é de todo fácil fazer amizades, porque tens uma vida tão frenética que acabas por trabalhar tantas horas que pouco te resta para alimentares qualquer tipo de relação.

Qual o ponto turístico favorito na tua cidade?
Não tenho um sitio de preferência, mas Brooklyn encanta-me pela sua arquitectura, os parques à beira do Hudson, as festas em armazéns secretos e porque tem o meu club de eleição - o Output.

Como descreves a cultura americana?
Os EUA são uma nação multicultural, com uma grande variedade de grupos étnicos, com distintas tradições e valores. NY alberga pessoas vindas de todo o mundo. É uma cidade onde se vive muito de aparências e onde o consumismo é algo assustador.

O que é que os EUA têm e que falta em Portugal e vice versa.
Os EUA para começar são um país com mais de 300 milhões de habitantes. É considerado um país rico, logo o poder económico anda de mãos dadas com o consumismo, ou seja em termos de salário ganhas aqui em uma semana o equivalente a um mês em Portugal (falando de salários abaixo da média nos EUA). É difícil comparar dois países completamente distintos.

Quais os teus planos para o futuro? Pretendes continuar a viver nos EUA?
Pretendo voltar para a faculdade e não pretendo voltar para Portugal. Está complemente fora de questão. Vejo-me a crescer pessoal e profissionalmente neste país a longo prazo.

Podem seguir o Tiago no Instagram - tiago_as_dreijerlevy 
























Wednesday, July 20

Porque vocês merecem

Vocês que estão sempre desse lado, que me enviam mensagens de carinho, que me dão força quando mais preciso, que mesmo o blog estando parado por meses continuam a passar por cá. Um muito obrigada! O meu coração transborda com todo o carinho e porque não posso abafar-vos de beijinhos pessoalmente, a forma que encontrei para vos agradecer foi através destes miminhos que tenho para oferecer.

Estou a realizar um sorteio no Instagram só com coisinhas boas escolhidas a dedo por mim directamente de NY. Passem por lá para saber como podem participar (diana_santoss)



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Thursday, July 14

Sejamos felizes!

Quando disse que iria viver para os EUA alguém me disse "Não tens necessidade de o fazer. Parece que estás a fugir de algo." Essa pessoa, entre outras achavam que sair do país sem ser por necessidade era uma ideia estapafúrdia, de alguém que só pode estar a fugir de alguma coisa.  Não levei a mal e nem sequer tentei explicar, para quê? Não adiantaria, nunca iriam perceber que há pessoas que precisam de um dia partir. Sem qualquer razão aparente, não para fugir de problemas ou do "mundo real", mas porque necessitam de sair da zona de conforto, dos dias planeados, do meio termo. 

Quando perguntaram a 100 idosos qual era o maior arrependimento que tinham. Quase todos responderam que se arrependiam das coisas que não tinham feito, dos sonhos que não tinham concretizado. Não é da morte que a maioria das pessoas tem medo, mas sim de chegar ao final das suas vidas e se aperceberem que não viveram verdadeiramente.

Por tantas vezes fechamos os olhos a oportunidades que surgem na nossa vida, quer por acharmos serem demasiado assustadoras, quer por pensarmos que elas um dia voltarão, mas acreditem não voltam. A vida é demasiada curta, quero olhar para trás e ver que aproveitei ao máximo, que fiz todas as maluquices possíveis e imaginárias e não passei o meu tempo a ler blogs como este, desejando fazer o mesmo.

Não acredito que o nosso destino esteja predestinado. Nos criamos o nosso caminho, se queremos algo temos de ir atrás, ser persistentes e nunca desistir, mesmo quando todos nos dizem para nos acomodarmos a nossa vida de sempre, pois pelo menos sabemos o que esperar. Nós merecemos mais do que isso. Merecemos ser livres e realizar todos nossos sonhos. Precisamos de ir embora. De cidade, de país, de continente. Sem olhar para trás. A família e os amigos -  os verdadeiros, esses vão estar sempre do nosso lado, mesmo a 5 mil quilómetros e com um fuso horário de cinco horas. E  aqueles que nesta mudança se forem afastando, acreditem é melhor assim. Não fazem falta. Não querendo com isto dizer que eles é que estão errados. Nada disso. Não podemos ir embora e esperar que quando voltarmos tudo se encontre na mesma. Nós mudamos. As experiências de vida que temos mudam-nos. Passamos a ver tudo de uma prospectiva diferente e já não nos identificamos mais com as pessoas que outrora deixamos antes de partir. Não te sintas mal. Faz parte.

Viver fora torna-nos pessoas muito mais confiantes e lutadoras. É impressionante a capacidade que temos em lidar com problemas e medos. Passamos a relativizar muito mais, pois não temos tempo para conversa fiada. Estamos em constante mudança. Os nossos sentidos tornam-se muito mais apurados. Para muitos esta forma de viver pode ser assustadora, para mim nada é mais assustador que nos sentirmos estagnados.

Dizem que passo a ideia de que a minha vida é uma maravilha. Acreditem que não é, mas jamais trocaria a vida que tenho. Mas se há coisa que não sou é de me queixar. Gosto de passar vibrações positivas a todos os que me rodeiam e se um dia acordo menos bem disposta, não me vão ver a fazer de coitadinha. Sigo em frente, lá está relativizo. Actividade em que me tornei perita. Se tenho saudades do meu país? Claro que tenho! Todos os dias. Mas são saudades de ir lá passar uma semana e voltar.  E isso fere susceptibilidades. "Como é possível não queres voltar ao país que te viu nascer?? Vendida!"

Eu passo a explicar: porque nunca me senti verdadeiramente feliz no país em que nasci. Eu sabia que um dia ia embora. Quando a oportunidade surgiu foi surpresa para os que me rodeavam, mas para mim foi só a chegada do dia que tanto desejei. Todos somos diferentes, não me julguem nem me apontem o dedo por dizer que sou feliz. A ideia de felicidade é diferente para todos nós.

Ainda esta semana falei com uma amiga que vive em Londres há três anos e que me disse que vai voltar para Portugal no final do ano, pois já juntou dinheiro suficiente. Pensam que a julguei pela forma completamente oposta à minha de pensar? Claro que não. Apenas disse para fazer o que o coração achar melhor e volta para onde se sente verdadeiramente feliz. Não critiquem aqueles que pensam de forma diferente. Aceitem e vão ver que também vocês vão encontrar essa felicidade plena.


Friday, July 8

Entrevista Portugueses nos EUA #19

 Hoje trago uns convidados muito especiais, quem me segue nas redes sociais já deve saber de quem estou a falar.
Finalmente os meus pais decidiram aceitar fazer a entrevista para o blog. Espero que gostem e que sirva de inspiração, pois eles são a prova que nunca é tarde para seguir-mos os nossos sonhos.

Onde vivem? 
Vivemos em Newark, New Jersey.

Há quanto tempo vivem nos EUA? 
Há um ano e seis meses.

Como surgiu a ideia de se mudarem para os EUA? 
Nós visitamos os EUA por duas vezes (na primeira ficamos um mês e na segunda três meses) e foi o suficiente para sabermos que assim que nos reformasse-mos iríamos nos mudar para os EUA. Nunca tivemos qualquer intenção de sair do nosso país, mas o facto de a nossa filha já se encontrar há alguns anos a viver em NY e nos termos apaixonado por este país nas duas visitas que fizemos, levou-nos a mudar para a América. Não o fizemos mais cedo porque tivemos que esperar até obtermos a reforma, assim que isso aconteceu rapidamente nos mudamos para aqui.

Onde vivem existem mais portugueses?
Sim, bastantes!! Vivemos numa comunidade portuguesa.

Como lidam com a saudade? Do que sentem mais falta?
Ana Maria: Sinceramente não sinto nem um pouco saudades de Portugal. Sinto apenas falta da minha mãe. Todos os dias falamos ao telefone e isso atenua um pouco as saudades. Mas relativamente ao meu país não sinto saudades. Sou extremamente feliz aqui, como nunca antes o fui em Portugal.

Jorge: Apenas sinto falta de conduzir. Em Portugal conduzia para todo o lado, aqui apanho o metro, não que desgoste, mas sinto saudades de pegar no carro e conduzir por horas a fio. De Portugal em si não sinto saudades.

Quais as ideias pré concebidas que tinham dos EUA e que mudaram quando aqui chegaram?
Ana Maria: Em primeiro lugar nunca pensei algum dia visitar a América. Nunca fez parte dos meus planos, aliás quando a minha filha me disse que vinha viver para aqui disse-lhe logo que não a iria visitar teria de ser ela a vir a Portugal ver-me. Antes de aqui vir pela primeira vez tinha a ideia que os americanos eram um povo maluquinho, bastante violento e que só comiam porcaria. Em parte pensava dessa forma devido às noticias que toda a minha vida assisti sobre este país. Só falam quando existe algum atentado ou acto de violência e isso fez com que criasse estas ideias que se dissiparam assim que pus os pés aqui.

Jorge: Tinha a ideia de que era um país extremamente violento, daí ter torcido um pouco o nariz quando a minha filha me disse que se iria mudar para aqui. Essa ideia mudou por completo quando aqui cheguei. É um país bastante seguro, aliás posso até dizer que é mais seguro que Portugal. Tinha também a ideia que era um país com um optima qualidade de vida e comprovou-se quando aqui cheguei.

Como descrevem a cultura americana? 
São um povo extremamente afável e educado, sempre de sorriso na cara. Convivo diariamente com famílias americanas e não tenho nenhum dedo a apontar, são bastante simpáticos. Nunca pensei que fossem tão educados, passamos na rua e sem nos conhecer dão-nos os bons dias, sempre de sorriso na cara. Em Portugal isso nunca aconteceu.

É fácil fazer amizade? Foram bem recebidos? 
Ana Maria: Sim foi bastante fácil. Quando aqui cheguei fizemos amizades primeiramente com portugueses e mais tarde passamos a relacionar-nos com americanos e são um povo de trato fácil, sempre prontos a ajudar.

Jorge: Sem dúvida um povo muito simpatico, arrisco a dizer que tenho mais amigos aqui do que algum vez tive em Portugal.

O que é que os EUA têm que faz falta em Portugal e vice versa. 
Aqui existe uma qualidade de vida superior à de Portugal, assim como têm uma mentalidade muito mais aberta. Se te apetecer andar de cuecas na rua podes andar sem qualquer problema, porque praticamente ninguém vai olhar para ti ou criticar. A cultura portuguesa é mais fechada e um pouco invejosa. Queremos sempre ter o que o vizinho tem. Aqui trata-se toda a gente por "tu", não há o Sr. Engenheiro ou Sr. Doutor, são pessoas simples e humildes.
Aqui falta sem duvida as nossas praias portuguesas.

Quais os vossos planos para o futuro? Pretendem continuar a viver aqui? 
Pretendemos sem dúvida ficar aqui. Podemos ir por uma semana ou duas a Portugal, mas não queremos voltar.

Se tivessem que voltar a Portugal do que iriam sentir mais saudade? 
Da liberdade que temos aqui. Do clima, aqui temos as quatro estações. No Verão é bastante quente e no Inverno extremamente frio. Gosto imenso quando fica tudo coberto de neve. Apesar de o Inverno aqui chegar a temperaturas negativas, quando chegamos a casa podemos andar de t-shirt, porque todas as casas têm aquecimento. Não há melhor sensação do que estar no quentinho em casa e ver a neve lá fora.

Qual o conselho para quem quer viver nos EUA?
Se querem vir para este pais venham, arrisquem. Nunca é tarde e nos somos a prova disso. Saímos do conforto da nossa casa, de tudo aquilo que construímos em Portugal e viemos para aqui com apenas duas malas. E sabem que mais? Nunca fomos tão felizes como somos agora. Nunca deixem que o medo ou receio se apoderem de vocês no que quer que seja. Foi a partir do momento em que saímos da nossa zona de conforto que passamos verdadeiramente a viver.
West Virginia
Tennessee 
Brooklyn Bridge 
Acabados de chegar pela primeira vez a NY






Com o Naked Cowboy

                         

Tuesday, July 5

Produtos testados: Review Boa Saúde

Hoje venho-vos falar de dois produtos que recebi há cerca de um mês. Resolvi esperar até terminar para que a minha avaliação fosse o mais fidedigna possível. Escolhi estes dois suplementos para testar pelo facto da sua formula ser natural e por prometerem um efeito detox. Não precisava exactamente de perder peso, mas queria algo que ajudasse a limpar o organismo.

O primeiro produto foi o Formule Detox que ajuda na libertação de toxinas acumuladas, desintoxicação do fígado e facilita a digestão. Tomei todos os dias pela manhã em jejum juntamente com as vitaminas que tomo regularmente (vitamina D3, C, E e Omega 3). O que mais senti durante o período que tomei este produto foi sem dúvida a facilidade com que fazia a digestão, não fiquei inchada e senti também que me deixava mais saciada. Normalmente acordo sempre cheia de fome e dei-me conta que quando comecei a tomar este suplemento passei a comer menos ao pequeno almoço.

O segundo produto testado foi o SlimShape que promete potenciar a queima de gordura, eliminar líquidos retidos no organismo, diminuir a celulite, regular o trânsito intestinal e proteger o fígado. É recomendado tomar logo pela manhã em jejum ou à noite. Como já estava a tomar o Formule Detox de manhã resolvi tomar este produto apenas à noite antes do jantar.


Este produto foi sem dúvida o que senti mais efeito. Posso dizer que tenho uma vida bastante saudável 95% do tempo. Não como carne, bebe bastante água e faço exercício 5 a 6 vezes por semana. Mas se há altura do dia em que me apetece comer mais porcaria é sem dúvida à noite. De manhã podem-me por chocolate à frente que nem olho, mas à noite é quando essa vontade por coisas doces ataca. E o que senti foi que mesmo estando com fome, assim que tomava o SlimShape automaticamente me sentia saciada. Algo que notei também foi que de manhã passei a acordar sem qualquer tipo de inchaço abdominal.

Relativamente ao sabor, tanto o Formule Detox como o SlimShape têm um sabor muito bom, o que não estava nada à espera. Talvez pela minha experiência com outros produtos semelhantes no passado em que o sabor era tão mau que só de pensar que tinha de tomar aquilo de manhã em jejum me dava suores frios.


Não sou uma pessoa de me pesar frequentemente, mas como estava a testar este produtos resolvi pesar-me para ver se no final iria notar alguma diferença. A balança apenas acusou a perda de 1kg, o que para mim não é nada mau, uma vez que nem sequer estava à procura de perder peso, mas sim de desintoxicar o meu organismo e nesse aspecto fui bem sucedida. Claro está que de nada adianta tomar estes suplementos e a seguir comer-mos que nem uns cachalotes. Acredito que funciona em conjunto com uma alimentação saudável e exercício físico.

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Monday, July 4

Como não ser grata?

Já por algumas vezes no Snapchat (dianaferrazss) falei do quanto a gratidão mudou a perspectiva de ver o mundo. Agradeço sempre por tudo na minha vida, mesmo as coisas que tenho como garantidas.

Quando comecei o blog nunca pensei vir a encontrar pessoas tão maravilhosas, pessoas com histórias de vida que me inspiram.

Pessoas como a Maria que me enviam mensagem a dizer "olha deixei um miminho no blog para ti", assim do nada, como se fosse algo simples, mas que não fez a mínima ideia do quanto me ajudou nesse dia.

Sou muito grata por a ter na minha vida e por vos ter a todos vocês.

Hoje venho falar-vos de alguém que se tornou, em pouco tempo, bastante importante  na minha vida, mesmo sem a conhecer pessoalmente. Este mundo da blogosfera deu-me a conhecê-la quando encontrei, por acaso, o seu blog Portuguese Girl with American Dreams. Para quem não a conhece, a menina linda de quem vos falo é a Diana. 

A Diana vive em Nova Iorque já há alguns anos e relata, no seu blog, muitas das experiências que por lá passa e de outras viagens que faz no país, dá dicas para quem quer visitar a cidade, e também opções de uma alimentação saudável que, hoje em dia, faz parte da sua rotina diária.

Como acho que já comentei aqui, a minha viagem de sonho é ir a NY (apesar de ser apaixonada pelos EUA em geral). Com este sonho que já tenho há alguns anos, surgiu a vontade de lá viver, apesar de sempre ter achado praticamente impossível.
Numa pesquisa que andava a fazer sobre a cidade, encontrei o blog da Diana, e fiquei completamente apaixonada por ele, pelos seus textos, pelas imagens que colocava das suas viagens, pelo sonho americano que retrata aquilo que eu desejo.

Há umas semanas atrás aderi ao Snapchat e a Diana foi a razão pela qual o fiz. Já a seguia no Instagram e ficava deliciada com as fotos, mas ver vídeos é completamente diferente. Para quem tem o sonho de visitar/viver em NY, ver os snaps da Diana, torna-o mais próximo da realidade. Tão próximo que, à custa dela, já coloquei seriamente essa hipótese em cima da mesa, visto que estou desempregada e que não tenho praticamente nada que me prenda aqui.

A Diana mudou, em muito, a minha maneira de pensar. Ainda tenho um longo caminho pela frente mas ela foi, sem dúvida, a impulsionadora para que eu esteja mais positiva, para que acredite mais em mim, para que lute pelos meus sonhos. Foi ela que me levou a mudar a minha alimentação e a ter mais cuidado comigo, com os seus snaps das idas ao supermercado e das experiências que faz na cozinha. É a Diana que, com as suas idas ao ginásio e com exercícios em casa, me dá motivação para ir treinar naqueles momentos em que só me apetecia ficar deitada no sofá. Foi ela que, mesmo sem me conhecendo, se preocupou comigo quando fui operada e sempre se interessou pela minha recuperação. É a Diana que sempre se mostra disponível para as minhas dúvidas e questões, mesmo quando eu digo que não gosto de incomodar ninguém e ela tendo sempre muitas pessoas a quem responder. É o seu alegre e bem disposto "Bom diaaaaaa" às 6h da manhã, que me coloca um sorriso no rosto e me anima o dia. A sua preserverança e pensamento positivo para concretizar os seus sonhos me fazem acreditar que, um dia, também vou realizar os meus, seja quando for.

A Diana fala, frequentemente, que devemos estar gratos por tudo o que temos na nossa vida e eu sou grata por ela ter aparecido na minha, mesmo que virtualmente. Acredito, seriamente, que um dia vou conhecê-la pessoalmente e que, esse dia, me irá deixar de coração cheio. Obrigada Diana, pela mulher maravilhosa, forte, apaixonada pela vida, divertida e, inspiradora que és. Obrigada por tudo!


Friday, July 1

O Verão em NY - Um dia passado em Long Branch

Já aqui referi algumas vezes (principalmente no snapchat: dianferrazss) que a altura do ano em que sinto mais saudades de Portugal é sem dúvida no Verão. Posso passar o Inverno a tremer de frio e com neve até ao joelhos que me vão ver feliz e contente nesta cidade.

Mas, meus amigos basta os dias começarem a aquecer ( para quem não sabe em NY  fica muitoooo quente) que começo a deprimir e a pensar nos Verões maravilhosos que passei em Portugal. Eu sei que devem estar a pensar: a deprimir? Mas tu vives em NY dava um pulmão para poder ter a tua sorte. Pois, viver, não é a mesma coisa do que vir aqui por uma semana ou duas, não fazer nenhum e andar só a passear e a curtir a cidade (mas sobre isso virá um post em breve).

Senão vejamos: entrar na estação de metro com temperaturas acima dos 45ºC e esperar de pé até que o metro dê ares de sua graça é uma actividade que quando feita todos os dias começa a cansar. A grande maioria do sistema de metro é subterrâneo e devido ao intenso calor que se faz sentir é muito comum haver pessoas que passam mal. Já estão a ver o que é que acontece: atrasos e mais atrasados. Se tiveres que esperar dentro da carruagem a coisa não é tão má, sempre tens ar condicionado, mas imagina ter que ficar mais de meia hora na plataforma num calor infernal. A não ser que o teu trabalho seja muito cool e te deixem trabalhar de calções e tshirt, vais ter que encarar estas temperaturas altíssimas provavelmente dentro de um fato (é nesta altura que ergo as mãos ao céu e agradeço não ter nascido homem). Mas, para as mulheres também não está nada fácil. Na altura em que chegas ao trabalho já tens a maquilhagem quase toda derretida e manchas nojentas debaixo dos braços. A juntar a tudo isto ainda há aquelas pessoas que acham que tomar banho é para fracos e vai daí adoram perfumar o metro com cheirinho a cebola. Pronto, acho que já conseguem ter uma ideia do Verão em NY de quem faz parte da classe trabalhadora.

Desde que me lembro todas as minhas férias foram passadas na praia, mais precisamente da Praia de Miramar. Eram três meses de férias da escola que passava naquela praia maravilhosa. Mais tarde comecei a ir para o Algarve e as saudades que tenho das praias do sul são inimagináveis.

Por isso, quando tenho tempo livre por aqui, quero é sair a toda a força da confusão de Manhattan e ir para uma zona mais calma de preferência com praia. Foi isso que aconteceu no fim de semana passado. Eu e os meus pais fomos até a uma cidadezinha em New Jersey chamada Long Branch. É uma cidade que ganha vida apenas no Verão, bem tipicamente americana e com praias muito bonitas (nada se compara às praias de Portugal, pronto falei).

Long Branch fica a cerca de uma hora e meia de comboio e a viagem apesar de ser longa não é de todo cansativa. As paisagens são lindissimas e nem damos pelo tempo passar. No dia em que fomos estavam mais de 30ºC e por isso o comboio logo pela manhã completamente cheio. Fez-me lembrar quando era ainda criança e ia de comboio para a praia, com o guarda-sol, para-vento, marmita e toda a tralha que se pudesse imaginar, porque nunca se sabe do que se pode precisar num dia de praia.

O preço do bilhete de ida e volta é de $24 e no momento em que os compramos podemos também adquirir por mais $3 a entrada para a praia. Sim, na grande maioria das praias de New Jersey e Nova Iorque temos de pagar para entrar. Se decidirmos apenas comprar o bilhete de entrada quando chegamos à praia o preço sobe para $7 (!!!). Segundo os americanos, a praia é paga, pois desta forma encontra-se sempre segura e limpa. Amigos, as praias portugueses têm tudo isso e muito mais e são de  acesso gratuito! Para além de que é proibido a entrada de cães, não se pode beber bebidas alcoólicas e ás 17h o nadador salvador já se está a ir embora, por isso se depois dessa hora apetecer dar um mergulho é melhor ter cuidado porque não vai haver ninguém para nos salvar.

Foi um dia muito bem passado principalmente porque tive como companhia os meus pais e fico sempre feliz de proporcionar-lhes estes momentos. Neste caso foi para celebrar o dia do Pai que aqui é no dia 19 de Junho. O que mais me marcou nesse dia foi sem dúvida ver o sorriso de felicidade  estampado na cara do meu pai. Apesar de eu achar que a água estava de gelar os ossos, ele sem estarmos à espera, diz que vai molhar os pés e acaba por mergulhar e ficar horas na água. Nunca em toda a minha vida vi o meu pai a fazer isso, aliás poucas foram as vezes que fui para a praia com ele, pensava eu que não era uma pessoa dada as essas coisas. Mas, como a minha mãe diz "a América muda as pessoas, deixa-as mais felizes".